Hugo Loureiro Tailor Made Training

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Treino de postura, movimento e alívio, em ambiente requintado.

04/05/2026

ERIC CLAPTON - BUDAPESTE MAIO 2026

Era irresistível, vir a Budapeste ver pela primeira vez Eric Clapton. Na sua digressão, era o único sábado disponível e compensava claramente ir de propósito à Hungria, em relação ao domingo em Barcelona, que me faria perder um dia de trabalho, na segunda-feira seguinte. O facto de ter sido realizado no MVM Dome, faria supor perder intimidade com o público, mas a produção do concerto tinha a clara noção de que iria abarrotar, agradecendo eu, por isso, a escolha megalómana de um recinto para cerca de 20000 pessoas, que facilitou a compra do bilhete.

Clapton, além de Paul McCartney, Ringo Starr, Jimmy Page e John Paul Jones, bem como o que resta dos Beach Boys, são as únicas lendas ativas (e não apenas vivas) do rock, deixando aquela urgência miudinha de os ver, antes que se reformem. Para mim, melómano da música, não se trata da morte biológica, mas sim da morte artística, que urge evitar que aconteça, na eventualidade de ainda não ter visto um músico lendário, do qual me arrependerei de não ter visto. Isso aconteceu, quando David Bowie veio a Lisboa, em 1996 e não fui ver, por ser véspera de uma frequência na faculdade.

Clapton é o meu músico não preferido que mais admiro, por fazer parte do triunvirato de guitarristas da história do rock, além de Jeff Beck e Jimi Hendrix, excluindo-se Jimmy Page, ainda vivo e mais diluído no efeito coletivo dos Led Zeppelin, não alcançando ainda o efeito endeusado dos anteriores, que parecem valorizar com o tempo. Em especial Jeff Beck, recentemente ido, fruto da imensa admiração de muitos músicos, que de imediato o mencionaram como um dos maiores da guitarra. Clapton, além de deter o mesmo estatuto, ainda que em vida, é o mais cosmopolita de todos, fruto das suas intromissões influenciadoras e colaborativas, com artistas dos mais variados géneros musicais.

Nitidamente mais blues e rock (e a fusão dos dois), tangenciando o hard rock e o reggae e a fazer imaginar como teria sido uma delícia que tocasse jazz, Clapton atingiu um estatuto de intocável, que lhe permitiu injustificadamente produzir o que quer, consoante as diferentes fases da sua carreira. Nem mesmo a fase acústica lhe fez perder a admiração dos velhos fãs e dos admiradores mais afetos do blues rock, dos tempos mais apetecidos por mim, quando fazia parte de uma das minhas super bandas preferidas, junto com Ginger Baker (meu baterista preferido), na bateria e Jack Bruce, no baixo e na voz: Cream, la crème de la crème, de final dos anos 60.

Com uma banda atual de luxo, que conseguiu reunir prodigiosamente, Clapton poderá justificar a maior influência do blues, congregando 5 músicos negros e 3 brancos, na sua composição, com duas coristas de sonho. Intercalou canções mais ou menos reconhecíveis, aos primeiros acordes, não tendo tido a preocupação de apresentar um alinhamento democraticamente desejado. A fase Cream não foi abordada, para meu grande lamento, nem o clássico Wonderful Tonight, com Layla em versão acústica, não sendo certamente por limitações vocais, pois a voz de Clapton e a sua energia de palco, além do instinto flirt com a guitarra, mantêm-se surpreendentemente competentes, dignos e pasmáveis, perante os seus mais de 80 anos.

O que mais me v***a, em aceitar que Clapton tenha escolhido este alinhamento, é a sua soberana vontade, perante a minha admiração de súbdito, da sua obra marcante, na história da música popular. Sem fãs não há negócio, mas há músicos suficientes no mundo, para compreender as escolhas feitas por Clapton, num protetorado endémico, entre artistas, circundado pela admiração pandémica dos seus fãs. Sem fãs não músicos, Clapton sobreviveria artisticamente.

02/05/2026

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Treinar a coordenação é fundamental para integrar as ações corporais em segurança.

Os músculos respondem somente às intenções do corpo.

25/04/2026

LIBERDADE

A tensão é o fascismo do seu corpo. Lute pela sua liberdade de movimentos e pelo seu bem-estar, em conexão com a sua mente.

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23/04/2026

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