13/05/2026
Venho de uma família grande. Muito grande. Tanto do lado do meu pai como do lado da minha mãe. Sou a mais velha de 4 irmãs. Tenho muitos tios e muitos primos. Espalhados por Oeiras e pelo mundo fora.
Até aos 12 anos cresci numa casa sempre cheia de gente, os dias nunca eram monótonos. Os fins de semana muito menos. Havia sempre uma festa de aniversário, um batizado, um casamento, uma celebração. Todos se juntavam para almoços e pic-nics, todos levavam alguma coisa deliciosa para juntar à mesa com cheiro de muamba, pirão, feijoada ou outra comida de conforto com cheiro e sabor de outra terra.
Outros tempos que perduram no paladar, na memória e costumes. Aquilo que mais admiro dessa época era que havia sempre uma avó, um tio ou uma tia, uma prima ou primo mais velho para tomar conta e ajudar enquanto os pais iam trabalhar, às compras ou simplesmente conviver. Havia uma comunidade.
É disso que mais sinto falta até hoje, do sentimento de comunidade, da rede de apoio que sentia que existia. Os meus pais divorciaram-se, as avós faleceram, alguns familiares foram morar para longe...outros desentenderam-se...a família fragmentou-se e a rede da infância desintegrou-se. Se não fossem as fotos para recordar por vezes duvido se existiu.
Hoje crio os meus filhos sem essa rede de apoio e isso implica sem dúvida muito mais de mim, para chegar a todos e a todo o lado ao mesmo tempo. Quando me sinto mais exausta olho para trás e penso, como é que os meus pais conseguiam? Havia toda uma família atrás da família que estava mais presente e a quem se podia recorrer sempre. Hoje já não é assim.
As minhas irmãs mais novas ainda não têm filhos e se um dia quiserem ter irão perceber melhor esta necessidade. Ambas moram longe, a Iara nas Caldas da Rainha, a Kelly na Austrália. Cada uma a viver a sua experiência da juventude, a trilhar o seu próprio caminho, estão noutra fase da vida, e que fase incrível!
A minha mãe mora longe, o meu pai de certa forma também... Tenho a minha irmã Marta. A minha rede, confidente e amiga. Mãe de 3 dela e por vezes mãe dos meus. E eu por vezes mãe dos dela. Somos a nossa rede e colo. ❤️ Na foto carrego a minha sobrinha Aurora. Quem é a tua rede?
15/04/2026
Recentemente surgiu-me esta questão em contexto de consultoria de Babywearing: " É verdade que só devemos carregar até 25% do nosso peso?"
A ser verdade isso iria limitar bastante o limite de idade/peso até quando seria recomendado carregares o teu bebé.
Exemplo clássico: se pesas 60 kg podes carregar até 15 kg.
Pois mas a resposta não é tão matemática e nem tão linear no que diz respeito a carregar um bebé, de forma adaptada e ergonómica.
O que posso concluir da minha experiência e investigação é que nem todos os corpos de 60 kg são iguais.
Podes ter mais ou menos massa muscular, mais ou menos força, mais ou menos treino e isso sim, muda tudo.
👉 Duas pessoas com o mesmo peso podem ter capacidades completamente diferentes.
Uma pode aguentar bem e outra vai ressentir-se rapidamente.
Na realidade a origem dessa "regra" dos 25% é proveniente do trekking, sendo uma referência usada para mochilas em caminhadas, não para bebés.
Um bebé não é uma mochila:
✔️ Tem tónus muscular
✔️ Ajusta-se ao teu corpo
✔️ Não é um “peso morto”
Aliás, quem é que já carregou uma criança/bebé a dormir e acordada sabe bem a diferença.
Então qual é o limite? Não existe um número mágico, o que realmente importa é:
✔️Se estás a utilizar um porta-bebés adequado e bem ajustado a ambos os corpos.
✔️ Como está o teu corpo (especialmente core e pavimento pélvico)
✔️ E como te sentes durante e depois
O mais importante, caso não existam questões de saúde que contra-indiquem carregar peso, é fazê-lo de forma correta e informada, com respeito pelo corpo real de quem carrega e pelo bebé que é carregado. Quando carregas o teu bebé não deves sentir dor ou desconforto, devem estar em perfeita simbiose. Se sentes algo de errado, deves escutar os sinais e investigar a origem.
Nas fotos sou eu a carregar recentemente o meu filho mais novo, o Gaspar, que pesa 14kg e dorme sestas mais prolongadas ao colo, à frente (quando adormece a mamar) ou nas costas. Tenho 1.60 e peso 50kg e por enquanto sinto-me bem a transportá-lo até 2h seguidas, mas respeito os meus limites e adapto o porta-bebés.
31/03/2026
A escolha certa é aquela que se adapta a ti.
Se questionas neste momento qual a escolha mais adequada ou se fizeste a escolha certa ao comprar um porta-bebés, começa por te questionar se:
🌻Vou usar todos os dias ou ocasionalmente? ( Sendo que a probabilidade de usares muitas vezes é sempre a mais elevada)
🌻 Quero algo rápido ou estou disposta a aprender?
🌻O bebé é recém-nascido ou mais velho?
🌻 Tenho dores nas costas ou outra questão de saúde?
🌻O meu bebé tem alguma questão de saúde?
A escolha certa deve ser individual, não existe "o melhor", existe o melhor para ti e para o teu bebé.
Escolher um porta-bebés com conheço não só protege o teu bebé como te dá maior liberdade de movimentos, confiança e praticidade no dia-a-dia.
Agenda a tua consulta de Babywearing para saberes mais e fazeres melhor. ❤️
16/03/2026
SOL ☀️
Tão importante e vital para a renovação de energias, obtenção de vitamina D e equilíbrio do estado emocional. Tudo sabe melhor ao sol e o tempo já começa a pedir mais passeios prolongados.
Aproveitem muito o sol com os vossos bebés ao colo, protegidos com um chapéu de ambas largas e material de fibras naturais e respirável.
Espreita na nossa loja online os nossos preferidos desde sempre, os chapéus evolutivos da , uma marca que já nos acompanha desde o início e que cresce com os vossos bebés.