24/08/2026
Este dump não é sobre o Rio do Pão de açúcar, do Cristo redentor ou da calçada de Copacabana dos cartões postais. É sobre o lado humano da psicóloga, as origens, a infância. É sobre relembrar a jornada da construção de um legado de quem teve a coragem de cruzar o oceano e fazer do limão a limonada. É sobre o meu Rio: sem glamour, porém carregado de trabalho, esforço, lembranças, emoções e conquistas 🥺
Quem vê close, não vê corre… por isso sem zona norte não haveria nunca GG🏌🏼♀️(entendedores entenderão).
Obrigada meu pai, por andar sempre, sempre connosco. A tua proteção foi essencial. Estamos a cuidar de tudo ❤️
Obrigada mãe por mesmo a distância confiar em nós, torcer por nós e rezar por nós 🙏🏻
Obrigada mano António Areal da Silva pela cumplicidade, por termos vivido tudo isso juntos, pelas manhãs a trabalhar a fazer contratos e por ajudar a caminhar rumo ao meu grande objetivo (tu sabes bem qual é) 🫂
Afinal, “o olho do dono é que engorda o gado.” 😎
Até breve, MEU Rio 🇧🇷
Vera
Agora sim, férias!
23/07/2026
Recebi recentemente o meu identif**ador de psicóloga da OPP. Para inúmeras pessoas pude parecer algo normal, mas para mim que quando comecei a minha carreira não havia uma profissão regulamentada através de uma ordem foi um passo gigante na profissão.
Um símbolo pequeno, 4 dígitos apenas, mas com um peso de tudo o que representa...
Mais de 30 anos de consultas, sessões, atendimentos, histórias que me foram confiadas em silêncio, de lágrimas que não eram minhas, mas que f**aram comigo, de pessoas que entraram numa sala sem esperança e saíram a conseguir respirar um pouco melhor.
Este identif**ador não é só meu, é uma garantia para ti, uma garantia de que quem está do outro lado estudou, aprendeu, foi supervisionado, cresceu.
Uma garantia que existe um compromisso ético com o teu bem-estar, que não estás sozinha numa sala com um estranho, estás com alguém que escolheu esta profissão com intenção e responsabilidade.
Quando decides pedir ajuda (isso já é um ato de coragem enorme) mereces saber que estás em boas mãos, por isso, verif**a sempre se o teu psicólogo está registado na OPP, não por desconfiança, mas porque te mereces o melhor cuidado possível.
Com carinho e gratidão 🫶🏻🙏🏻
Vera
17/07/2026
Há um momento do dia em que tudo parece pesar mais?
Pode ser de manhã, antes de te levantares.
Pode ser à noite, quando a casa f**a em silêncio e a cabeça não.
As preocupações não pedem licença para entrar.
Chegam sozinhas, trazem amigas e instalam-se como se fossem f**ar para sempre.
E o dinheiro?
E aquela conversa que ainda não tiveste?
E o tempo que quero passar com os meus filhos?
E se correr mal?
E se não for suficiente?
Preocuparmo-nos é humano, é uma forma do nosso cérebro nos tentar proteger e tentar resolver o que ainda não tem solução.
Mas há uma diferença entre pensar num problema e viver dentro dele.
Por isso, quero lembra-te que não tens de resolver tudo hoje, não tens de ter todas as respostas agora.
Algumas coisas precisam de tempo, não de mais horas a remoer.
Quando sentires o peso a f**ar demasiado, experimenta fazer só isto:
1. Escreve o que te preocupa.
2. Fecha o caderno.
3. E diz a ti mesma: fiz o que podia fazer por hoje.
Porque carregar tudo dentro da cabeça não resolve, só cansa.
Com carinho e gratidão 🫶🏻🙏🏻
Vera
09/07/2026
Quantos verões já passaram em modo automático?
A praia, mas com o telemóvel na mão.
O jantar em família, mas com a cabeça ainda no trabalho.
As férias, mas já a pensar no que tens para fazer em setembro.
Estar presente não acontece por acaso.
Escolhe-se, pratica-se e às vezes, lembramo-nos de o fazer.
5 FORMAS DE APROVEITARES este verão com intenção:
1. Deixa o telemóvel longe durante a primeira hora do dia.
2. Começa o dia contigo, não com as notif**ações dos outros.
3. Escolhe uma coisa por dia para saboreares devagar (um café, um pôr do sol, uma conversa e está presente com atenção toda).
4. Antes de fotografar, olha e f**a com a imagem nos olhos antes de a guardares no telemóvel.
5. Diz “sim” ao que te dá energia, não ao que parece obrigatório, o verão não é para agradares a toda a gente, é para te reencontrares.
No final do dia, pergunta-te: o que é que eu realmente senti hoje?
Não o que fizeste, o que sentiste, é diferente.
A presença não é perfeita, é só decidires, várias vezes ao dia, voltar a estar onde estás.
Qual destas levas contigo este verão?
Com carinho e gratidão 🫶🏻🙏🏻
Vera
03/07/2026
Acordas cansada mesmo tendo dormido.
Os ombros estão tensos sem razão aparente.
Tens uma dor de cabeça que não passa.
Qualquer coisa pequena irrita-te mais do que deveria.
E tu continuas... Porque tens coisas para fazer, pessoas para responder, compromissos para cumprir.
Mas o teu corpo já está a tentar dizer-te algo há dias, talvez semanas.
🌿 O corpo não mente, não sabe fingir que está tudo bem quando não está.
Enquanto a cabeça encontra mil razões para continuar,
o corpo simplesmente... avisa.
A tensão nos ombros não é só tensão muscular.
O cansaço que não passa com sono não é só falta de descanso.
A irritabilidade não é falta de paciência.
São sinais, é a linguagem do corpo a dizer: preciso de ti, agora.
Da próxima vez que sentires um destes sinais, em vez de o ignorares ou de tomares qualquer coisa para o calar, experimenta perguntar-te:
- O que é que eu precisava de parar de fazer?
- O que é que eu precisava de começar a sentir?
O corpo avisa sempre antes da cabeça perceber, a questão é se estamos dispostas a ouvir.
Com carinho e gratidão 🫶🏻🙏🏻
Vera
25/06/2026
O cansaço pode ser muito e desesperares por não veres as férias à vista, mas a boa notícia é que não tens de esperar pelas férias para te cuidares.
O autocuidado não vive só em praias e viagens, vive nos intervalos pequenos que decides criar agora.
Por isso, hoje deixo-te algumas sugestões de como implementar o autocuidado dentro das tuas possibilidades atuais, através de pequenas ações!
Vamos a isto?
🤔 Qual destas opções vais experimentar esta semana?
Com carinho e Gratidão 🫶🏻🙏🏻
Vera
18/06/2026
Sabem o que aconteceu?
A minha página fez anos há quase um mês.
E eu esqueci-me.
Eu, que falo de autocuidado e celebrarmos as nossas conquistas.
Que escrevo sobre celebrar as pequenas grandes conquistas.
Que vos convido a parar, a reconhecer, a celebrar o caminho.
Esqueci-me na mesma e a primeira reação foi essa voz conhecida:
“Como é que te esqueceste? Que descuido.”
Mas depois respirei e lembrei-me do que sei e que às vezes também preciso de me lembrar a mim mesma:
Saber não é o mesmo que conseguir sempre.
Conhecer o caminho não signif**a que nunca nos perdemos nele.
E esquecer de nos celebrar não apaga tudo o que construímos.
Por isso, com quase um mês de atraso e sem qualquer cerimónia, celebro os meus 6 anos de página, deste cantinho nosso, deste cantinho onde podemos ser humanas e agradeço por estarem aqui!
Por lerem, por partilharem, por me escreverem, por fazerem deste espaço algo que vale a pena celebrar, mesmo quando me esqueço de o fazer 🫶🏻
Afinal, até eu preciso de autocompaixão e talvez, este lado humano, seja o que nos une.
Com carinho e gratidão 🫶🏻🙏🏻
Vera
16/06/2026
Já te aconteceu?
Alguém pediu um favor que não tinhas espaço para dar.
Sentiste o “não” bem claro lá dentro.
E mesmo assim ouviste-te dizer: “Claro, sem problema.” e f**aste ali, a perguntar-te como é que isso aconteceu de novo?
A verdade é que estabelecer limites é uma coisa, sustentá-los é outra completamente diferente...
Porque no momento em que o outro f**a em silêncio um segundo a mais, franze o sobrolho ou simplesmente parece desapontado algo dentro de nós entra em pânico.
E se ele f**ar chateado?
E se acharem que sou egoísta?
É mais fácil ceder!
O limite não caiu porque és fraca, caiu porque durante muito tempo aprendeste que manter a paz lá fora era mais seguro do que manter a paz cá dentro.
Melhorar é começar a notar o momento exato em que cedes, é perguntar-te: o que é que eu estava com medo que acontecesse?
A consciência é sempre o primeiro passo.
Antes de mudar o que fazes, percebes porque o fazes e isso já é muito.
Com carinho e gratidão 🫶🏻🙏🏻
Vera
11/06/2026
O que fazes quando já não aguentas mais?
Quando estás sobrecarregada, a voz que mais fala dentro de ti costuma ser a mais dura?
“Devias dar conta, outras pessoas têm problemas maiores... Não é para tanto.”
Em vez de te acolheres, acabas por te abandonar exatamente no momento em que mais precisavas de ti.
Nós nem damos conta de que fazemos isto muitas vezes mas é nestes momentos que a autocompaixão devia estar presente...
Porque a autocompaixão é olhares para ti com a mesma gentileza com que olharias para alguém que amas a passar pelo mesmo que tu estás a passar.
É teres a coragem de em vez de te criticares no automático dizeres a ti própria:
“Estou a fazer o que consigo, com o que tenho, como sei.” e isso chegar para ti!
Por isso, deixo-te a sugestão de na próxima vez que sentires que já não aguentas mais, experimentares pausar um momento e perguntar-te: o que é que eu precisava de ouvir agora?
E depois dizeres isso a ti mesma, com carinho, com voz suave, como farias por quem amas.
Com carinho e gratidão 🫶🏻🙏🏻
Vera