08/09/2026
🔵⚪ **DIA DE CHAMPIONS NO DRAGÃO!** 🏆
O FC Porto está pronto para receber o **Manchester City** na 1.ª jornada da fase de liga da **Liga dos Campeões**!
🔵⚪ ONZE INICIAL
🧤 **Diogo Costa (cap.)**
🛡️ **Alberto Costa**
🛡️ **Nehuén Pérez**
🛡️ **Jakub Kiwior**
🛡️ **Martim Fernandes
⚙️ Pablo Rosario
⚙️ **Alan Varela**
🎯 Gabri Veiga
🎯 **William Gomes
🎯 Pepê
⚽ André Silva
🔄 SUPLENTES
🧤 Cláudio Ramos
🧤 João Costa
🔵 Luís Gomes
🔵 Francisco Moura
🔵 Souza
🔵 Tiago Silva
🔵 João Teixeira
🔵 **Seko Fofana
🔵 Inbeom Hwang
🔵 Borja Sainz
🔵 Duarte Cunha
🔵 Santiago Gimenez
🏟️ Estádio do Dragão
🕗 20h00
📺 Sport TV5
🔥 **A nossa força está na nossa gente!**
💙 VAMOS, PORTO!💙
VENCER DESDE 1893!** 🔵⚪
08/09/2026
Construir casa em Penafiel f**a mais barato: taxa municipal passa a custar apenas um euro
08/09/2026
Quase 50 mil pessoas foram diagnosticadas com cancros relacionados com os atentados ocorridos há 25 anos
04/09/2026
Vistam a camisola, aqui entram todos os
Os ainda mais sabem estar juntos, Filha e Pai, com um símbolo único FC Porto
04/09/2026
Tudo pronto pro jogo
FC Porto
30/08/2026
Quando o futebol deixa de ser futebol
caso do Académico de Viseu, a Liga Portugal e a vergonha de impedir um jovem de apoiar o seu clube
Há imagens que dizem mais do que mil palavras.
A fotografia de um jovem adepto do FC Porto, acompanhado pelo seu avô, é uma dessas imagens. Um miúdo que queria apenas viver aquilo que, para qualquer criança apaixonada por futebol, deveria ser um momento inesquecível: entrar num estádio, vestir a camisola do seu clube e assistir, pela primeira vez, a um jogo ao vivo.
Mas, segundo o relato que acompanha esta imagem, foi-lhe exigido que virasse a camisola do avesso para poder entrar no Estádio do Fontelo.
E é aqui que temos de parar.
**Que futebol é este?**
Que ameaça representa uma criança com uma camisola do seu clube?
Que perigo representa um avô ao lado do neto?
Que lógica leva alguém a entender que uma camisola de futebol é suficiente para transformar um simples adepto numa ameaça?
O Académico de Viseu terá justif**ado estas medidas com a classif**ação do encontro como um **“jogo de alto risco”**. Mas será que devemos aceitar tudo em nome dessa classif**ação?
Um jogo de futebol pode exigir segurança. Pode exigir separação de adeptos. Pode exigir policiamento reforçado. Pode exigir regras claras.
**O que não pode exigir é que se retire às pessoas o direito de serem adeptas.**
Um estádio de futebol não pode transformar-se num território onde o adepto é obrigado a esconder o símbolo do clube que ama.
Afinal, para que serve o futebol?
O futebol vive da rivalidade.
Vive das camisolas.
Vive dos cânticos.
Vive das bandeiras.
Vive daquela provocação saudável entre quem apoia cores diferentes.
É precisamente essa paixão que enche estádios e mantém o futebol vivo.
E quando um clube chega a uma divisão superior — depois de décadas a lutar para lá chegar — deveria aproveitar esse momento para mostrar que está preparado para receber o futebol de primeira linha.
Não apenas dentro das quatro linhas.
**Também fora delas.**
Subir de divisão não signif**a apenas jogar contra clubes maiores. Signif**a também assumir responsabilidades maiores.
Signif**a saber receber.
Signif**a respeitar quem chega.
Signif**a perceber que o adepto visitante não é um inimigo.
É parte do espetáculo.
# # # E onde está a Liga Portugal?
É aqui que entra outra questão.
A Liga Portugal não pode limitar-se a organizar competições, vender direitos televisivos e anunciar campanhas de promoção do futebol.
Também tem responsabilidades na defesa daquilo que o futebol deve representar.
Se é verdade que um jovem adepto foi impedido de entrar com a camisola do seu clube e obrigado a escondê-la, então é legítimo perguntar:
**Quem fiscaliza este tipo de comportamentos?**
**Quem protege o adepto?**
**Quem garante que as regras de segurança não são utilizadas de forma desproporcional?**
Porque segurança não pode ser sinónimo de abuso.
E prevenção não pode signif**ar retirar dignidade ao adepto.
Se existiam razões concretas de segurança, que sejam explicadas de forma transparente.
Se existiam regras específ**as para o setor visitante, que sejam divulgadas.
Mas não podemos aceitar que a expressão **“alto risco”** seja utilizada como uma espécie de carta branca para tudo.
Este miúdo não era uma ameaça
Olhemos novamente para a fotografia.
Um jovem.
Uma camisola azul e branca.
Ao lado, o seu avô.
Não vemos uma ameaça.
Não vemos violência.
Não vemos vandalismo.
Vemos aquilo que o futebol deveria continuar a produzir:
**um avô e um neto a partilhar uma paixão.**
E talvez seja precisamente isso que mais incomoda nesta história.
Porque o futebol deveria aproximar gerações.
Deveria permitir que um avô levasse o neto ao estádio e lhe dissesse:
“Foi aqui que comecei a viver o futebol.”
A primeira ida ao estádio deveria ser uma memória para toda a vida.
Não deveria ser a memória de uma camisola escondida.
Ao Académico de Viseu
O Académico de Viseu tem todo o direito de proteger o seu estádio.
Tem o dever de garantir segurança.
Tem o direito de estabelecer regras.
Mas também tem o dever de perceber que **um adepto visitante não deixa de ser cidadão quando atravessa as portas de um estádio.**
E se o clube quer crescer, quer afirmar-se no futebol profissional e quer ser respeitado, terá de perceber que grandeza também se demonstra na forma como se recebe quem pensa diferente.
Não basta querer jogar contra os grandes.
É preciso saber **receber os grandes**.
Porque o futebol não é propriedade de um clube.
Não é propriedade de uma cidade.
E muito menos é propriedade de uma bancada.
O futebol pertence aos adeptos.
Ao jovem portista
A camisola pode ter sido virada do avesso.
Mas a paixão não se vira.
O orgulho não se esconde.
E uma camisola pode f**ar escondida durante 90 minutos.
O coração não.
Um dia, esse jovem vai recordar esta história.
E talvez perceba que, naquele dia, não foi apenas ao futebol.
Aprendeu também uma coisa importante:
que há quem confunda segurança com proibição, rivalidade com hostilidade e futebol com território.
Mas também aprenderá que ser adepto é continuar a apoiar o seu clube, respeitando o adversário, sem nunca abdicar daquilo que é.
E quando chegar a vez de o FC Porto receber o Académico de Viseu no Dragão, que a resposta seja dada da melhor forma possível:
com um estádio cheio, com paixão, com cânticos e com respeito.
Porque é assim que se responde.
Não com medo.
Não com ódio.
Não com violência.
Com futebol.
E que nesse dia ninguém tenha de esconder a camisola.
Porque o futebol português precisa de rivalidade, sim.
Mas precisa ainda mais de **respeito, bom senso e grandeza.
Pequenos clubes podem chegar à primeira divisão.
Mas a verdadeira grandeza mede-se pela forma como tratam quem chega.
E essa grandeza, essa sim, não se conquista numa tabela classif**ativa.
Conquista-se fora das quatro linhas.
FC Porto, Liga Portugal, Académico de Viseu Futebol Clube Polícia Segurança Pública