17/09/2026
O Fluminense vai pegar o Palmeiras nas semifinais da Libertadores. Papo reto, jogo gigante, histórico. Estou vendo uma galera resgatando essa história de revanche com o Arias — o que eu acho válido, faz parte do folclore do futebol —, mas a minha verdadeira questão com o Palmeiras é outra semifinal: a da Copa do Brasil de 2015.
Ali o Fluminense foi operado no Maracanã. O estádio estava absurdo de lindo naquele dia. Era o nosso maior momento logo após a saída da Unimed, com um elenco aguerrido, cheio de moleques da base e a liderança de Fred, Cavalieri e Gum.
Essa é uma dor que eu guardo na minha trajetória como tricolor; marcou demais a minha adolescência. Para piorar, ainda fomos garfados lá em São Paulo no jogo da volta. Mesmo assim, aquela partida eternizou no meu peito o amor pelo Fred. Ficava nítido que o cara estava jogando no sacrifício, dando a vida pela nossa camisa. O gol que nos manteve vivos e o choro dele na comemoração são cenas que eu carrego para sempre. Ele ainda teve a bola da classificação no final, mas paramos no limite físico dele e em uma defesa milagrosa do Fernando Prass.
O Palmeiras começou a construir essa era vitoriosa deles ali. Quem não lembra, o Palmeiras daquela época era quase um Vasco com estádio novo. Aquela eliminatória foi a virada de chave dos caras.
Mas o mundo gira. O Fluminense bateu campeão, disputou tudo no topo nos últimos anos, e eu ainda estou com esse nós na garganta. Quero muito essa classificação e o título em cima deles. Vou fazer o impossível para estar no Maraca e viajar para São Paulo. Que Deus me dê saúde e uma força no financeiro, porque a guerra por ingresso vai ser insana.
Enfim, chegou a hora. Seremos de novo, tricolores. VAMOS!