05/10/2026
O erro é correr uma prova todo mês e achar que está evoluindo.
Competir é diferente de treinar.
A prova mostra o que tu conseguiu construir até ali. O problema é quando tu passa o ano inteiro se testando e quase não deixa espaço para construir algo novo.
Antes de uma prova importante, normalmente tu reduz parte da carga para chegar mais descansado. Depois, teu corpo ainda precisa lidar com o desgaste acumulado.
E aqui está um ponto que muita gente ignora: parar de sentir dor não significa que toda a recuperação já terminou.
Estudos com corredores de maratona encontraram alterações musculares ainda presentes vários dias depois da prova.
Isso não quer dizer que tu precise ficar parado por uma semana.
Quer dizer que recuperação não pode ser medida apenas por: “minha perna não dói mais”.
Agora imagina repetir esse processo todo mês.
Tu reduz o treino, compete, recupera e, quando começa a encaixar um bom bloco de força e base, já precisa tirar o pé de novo porque chegou outra prova.
É por isso que encher o calendário de competições pode dar a sensação de que tu está treinando muito, quando na prática tu pode estar só repetindo o mesmo nível de desempenho.
Evolução precisa de tempo para acumular treino, recuperar e adaptar.
Isso não significa correr só duas ou três provas por ano.
Significa escolher quais realmente são tuas provas-alvo e entender que as outras não precisam ser disputadas como se fossem a final da temporada.
Algumas podem entrar como parte do treinamento, sem expectativa de recorde e sem transformar todo domingo em teste.
A prova serve para testar aquilo que tu construiu.
Mas se tu passa o ano inteiro se testando, quando é que tu realmente constrói?
Medalha no quadro não é a mesma coisa que evolução.
Segue Pedro Wacker | força para corredores pra planejar teu treinamento e chegar mais forte na próxima prova